sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O que vai ter para o jantar?


Sonolência

Venha jantar comigo,
não espere que anoiteça
se ouvirdes o que eu digo
não há mal que lhe aconteça!

Venha jantar comigo,
sob a lua acendei velas!
Sem azeite há perigo,
bradam flores amarelas.

Venha jantar comigo,
alimente a fé quebrada.
Veja como cresce o trigo,
confirmai a tua jornada!

Vem jantar comigo,
há pegadas nesta terra.
Quem já esteve contigo,
Começou aquela guerra!

Vem jantar comigo,
tem sementes, tem canela
rosmarino, basilico
noz-moscada e citronela.

Vem jantar comigo,
clama os pratos da balança.
Enquanto não jantar comigo,
a sua alma não descansa!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Em curta temporada!


Amáveis leitores, olá =]


Meu espírito poeta tirou férias,
quem sabe ele não tá por aí dando uma volta observando novas tendências (para ficar longe delas), ou pesquisando coisas tão antigas que quando voltar a postar aqui, o blog pode acabar exalando cheiro de mofo...

Ainda estou aproveitando o charme dos meus cabelos curtos pra simular um visual moderninho. Os contos e poesias da tati, por enquanto, vocês só irão ver em Uma Noite na Taverna, edição de Agosto, que ocorrerá dia oito no SESC de São Gonçalo.

Evoé!


Já meu espírito meliante e sacana está a todo vapor em: Rabo Listrado
falando sobre passeios, festas, lugares, vagabundagens e coisas de guaxinins curiosos.

Antes que eu esqueça de divulgar o novo grupo, de assuntos ligados a sonhos, magia, meditação e algumas terapias naturais. Em breve o novo Auspícius!


E ao iconoclasta, boas férias!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Melhor de 25


O aniversário que está chegando é meu, mas quem vai desembrulhar o presente hoje é você!
Confira agora as palavras embrulhadas que você sempre quis saber o significado, e os encostos não permitiam...

Bem vindo à
1ª Sessão do desembrulho \o/

acampamento: terreno já explorado.
bispo,O: sou eu mesma, e as vezes a Ordem...
casa branca, A: é um lado da balança, um conjunto de responsabilidades e objetivos.
casa preta, A: é o outro lado da balança, outro conj. de responsabilidades e outros objetivos(não opostos).
círculos: são fases; círculos que giram significa que veio ou virá uma nova fase.
contar as casas: prever os movimentos das peças, impedir um xeque.
dissolver o horizonte: está quase sempre relacionado a capacidade de analise, freqüência, filtro de informações pessoais, interceptação de intenções e/ou pensamentos, barreira entre a verdade factual imediata e a projeção de verdades futuras.
dragão, Um: quem usa magia.
évora: próxima estação, próximo iniciado, ou qualquer acontecimento importante que esteja próximo de acontecer.
fiannas, Os: pessoas que tem muito poder de atração.
fogo, O: geralmente sou eu, ou minha motivação para realizar algo.
forasteiro: Quem vem de fora para interferir ou quem esteve ausente por muito tempo.
frasco âmbar, Em: quando uma informação sigilosa fica exposta pra todos.
frio, O: antigas fraquezas.
fumaça, A: pretensão dos outros, os interesses alheios.
imunidade: descoberta da cura, através de alguns dias de dor.
morno: dificílimo de lembrar, informação ou situação que não foi devidamente armazenada na memória.
oferecer à balança: uma maneira de iniciar.
olhos de gato: é testemunha mas não fala nada a respeito do que vê, nem do que ouve.
rito de sombra: confabular, manter um acordo, assinar um contrato.
sândalices: atos inconseqüêntes geralmente ligado à arte e/ou magia.
torre, A: é o Dani.
velas do fim, As: encerramento dramático.
vozes de serpentes: encosto; quem fala verdade ou mentira de forma a querer envenenar.
xeque, O: uma surpresa; algo que não foi previsto; o que ninguém esperava que acontecesse.


*~Espero que tenha gostado~* ^^ até a próxima - Sessão do Desembrulho! _o/~

terça-feira, 1 de julho de 2008

1º de Julho, aniversários a vista!


Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantada com uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade, não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração.
Ainda somos os mesmos...

domingo, 15 de junho de 2008

Voz do fogo


Quero invocar nosso fogo e conhecer tua essência
em teus sentidos interagir feito mulheres e flores.
Pois agora que nos fora tirada a inocência,
na magia ei de provar todos sabores.

A dança das chamas é o que mais nos diverte.
consome um corpo para que os demais se iluminem.
O brilho do vinho claro é o que nos adverte:
Não errem o cálice! Não se contaminem!

O fogo que arde nos olhos do tigre
em muito provocara os chacais
de longe há um forasteiro que intrigue
querendo torna-los rivais.

O ninho de palavras dificeis salvará os grãos
do reflexo das chamas que faz queimar a sorte,
ficarão seguros nas tuas mãos,
quando os viajantes não acharem o norte.



Ao menino distante, acordado por mim no meio da noite com uma proposta calorosa.

sábado, 7 de junho de 2008

Conto!


Falta muito pouco até que finalmente o viajante livre-se de Évora, seus pés caminham na direção oposta a tudo que ele quer, apenas para fazê-lo voltar cansado mais tarde.

Mais tarde contem algumas horas a mais que daqui a pouco, mas é logo depois de dentro em breve.

Mas lhe faltava apagar o início, então correu contra as pedras que caiam umas sobre as outras para descobrir qual delas era a primeira, mas quando ficou sabendo do passado fora arrebatado ao presente incapaz de mover o futuro.

Ninguém move o futuro! (sem conhecê-lo)

Havia um truque na manga, ele poderia usa-lo, porém acorrentou-se nas mentiras de interpretações falhas e cometeu graves erros.

Seria presenteado com a verdade, mas fora sido punido. E ela devolveria sua felicidade, seus planos se tornariam concretos e grandiosos, mas o medo afastou dele o amor e a confiança. Principalmente o amor.

E o futuro que lhe mostrou a fumaça será apagado e perdido como já acontecera com o incenso, mas isso não se dará pelo peso das palavras, oh não!

Tais visões serão invalidadas a cada instante que os extremos se aproximam e as semelhanças se afastam e tudo tornará a ser vazio outra vez, mas para ele o vazio é bem melhor do que o meio cheio.

Vai entrar na muda, vai contemplar a chegada da nova estação e vai sentir o inverno morno, nem 0,5 ºC mais frio que qualquer outro, se auto-denominando penitente vai vestir casacos novos no seu corpo velho.

Vai acabar evocando nas lembranças a razão do mal previsto. E verá que as peças se desviaram do tabuleiro xadrez e foram parar num extenso pied poule, já mudaram as regras e ele vai ter que aprender como se faz pra resgatar uma rainha que foi morta por suas próprias mãos (palavras).




Imagem: Ponte para Terabitia.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mascara vs Mascarado

image from: gabrielepennacchioli.blogspot.com
I

O desequilíbrio daqueles pratos
começou no perfume de sândalo,
o primeiro incenso já tinha apagado
quando iniciaram o novo escândalo.

Ainda corre um fio de palavras
que modela outras visões
uma delas mais se agrava
no mudar das estações.

As folhas caíndo sempre em pares
relacionando minhas leituras,
cairão, ainda que não notares,
que o arôma chega às alturas!

II

Soltando os selos de Maressa
já tendo um prato controlado,
à balança ofereça
este corpo do teu lado.

Deixai que escolha um propósito
enquanto o incenso é consumado.
Entre o senhor e seu acólito
terreno novo apresentado.

Aliança que floresça
ao novo membro abençoado,
à balança, sim, ofereça
este corpo do teu lado.

III

Ao ter o rio atravessado
segui firme não sei pra onde.
A serpente tem se mostrado
e é o tigre que se esconde.

Já teria me acostumado
dissolvendo o horizonte.
Se me tivesse orientado
NÃO TOCAR naquela fonte.

A serpente tem um lado
que o tigre se envergonha,
fora sido envenenado
em cada noite que ele sonha.

sábado, 3 de maio de 2008

Triângulo

Spell

Aproveite o meu silêncio
'pondo' areias no lugar.
Enterrou cacos de vidro,
mas qual pé vai se cortar?

Aproveite o meu silêncio
veja a folha flutuar.
Na superfície deste espelho
que só faz te afundar.

Meu silêncio aproveite
ao minha voz inocentar.
As previsões que nunca deixam
nossa alma descançar.

Meu silêncio aproveitado
como bom aconselhar,
que juiz cria culpado
por prazer de se julgar?

De medir o meu silêncio
vê se pode aproveitar!
Ai daquele forasteiro,
que um de nós ousou tocar.

Pouco disto compreendo
não tentei modicar,
e no mais eu recomendo:
meu silêncio aproveitar.

terça-feira, 29 de abril de 2008

MAVOclasta


Arremessei a corda ao sol
medi com suor o rastro do vento
o papel que rabisquei aqueles pratos
ficou lá embaixo, no acampamento.


Acordarei em manhãs calorosas
pra me colocar entre as fendas
e tateando a textura das rochas
com o desprezar de oferendas.


Provar deste gosto é a corda no pescoço
é caminhar com o corpo suspenso
me movendo por impulso
a respiração, o coração, tu-do fi-ca tenso.


Subindo altura de acordes,
com um jeito provocante
abracei a minha morte
quando o frio se tornou cortante.


Teci erros, amei ingratos...
Mas me agarrei pelo bom senso
e o meu corpo foi bem mais alto
que a fumaça do seu incenso.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Tecendo as teias

Primeira Porta

Reconhecendo teus cenários
onde elementos se recriam
me ambientando nos horários
em que teus olhos já não brilham.

Segunda Porta

Me desenho entre as formas
compartilho um sentido
nas lembranças há reformas
do inconsciente oprimido.

Terceira Porta

Por teus padrões já torno exposto
as imagens arquivadas
e nos sonhos prova o gosto
das imagens reformadas.

sábado, 19 de abril de 2008

Casa branca

Hospitalidade

do Lat. hospitalitate

s. f.,
acto de hospedar;
qualidade de quem é hospitaleiro;
liberalidade que se pratica, alojando gratuitamente alguém;
por ext. acolhimento afectuoso.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Lindinho *-*


O menino e o coelho


Eu vi isto,
então desisti de construir calhas entorno do meu coração.

Elas iam me garantir que os meus sentimentos não transbordassem, iam protege-los e me permitir ter controle sobre pra onde eles caminham e pra onde me levam.

Entretanto,

Eu-vi-isto!

E eu não posso negar que amo seu carinho de menino.

domingo, 6 de abril de 2008

Casa Preta


Sinestesia


Eu gostaria de acender as velas do fim,
mas quando ele vier posso nem estar aqui.
Deixarei ratoeiras em lugares estratégicos
para que alguns sintam em si, a própria vergonha, a qual têm evitado.

Só o cheiro da madeira já nos manteve aquecidos.
Entre os que dizem a verdade com vozes de serpentes fomos os menos capazes de torturar a mente com maus pensamentos, movendo-nos apenas para evitar o xeque.

A velha sensação de que se sabe bem o que está fazendo, perde-se no Black n' White do caminho. As vezes as peças param numa casa branca e de repente tudo se converte em entendimento, mas as próximas jogadas podem leva-las à uma posição mais obscura e a casa preta nem sempre nos camufla de nossos adversários.

A trança nos meus cabelos escuros faz com que eles pareçam menos revoltosos contra mim, eu desconfio por muitas vezes ficarem a favor do vento. São as linhas por fora e por dentro que dão peso a este meu argumento.

Não soube de ninguém que neste jogo contasse as casas [além de mim mesma], mas o próximo movimento me leva pra uma casa preta, bem no centro do tabuleiro e já é de se esperar que as peças menores reajam e saiam já do meu caminho.

domingo, 30 de março de 2008

Acalma-te!


Dragão da sombra, eu pedi a ti que ficasse calmo!
Tens seguido as tradições
e tens honrado tua ordem
portanto, mesmo fraco você ainda cresce.

Apesar de nossa natureza ser a mesma
[somente em fome e essência],
eu silencio meus passos como areia de ampulheta
enquanto tu deixas o rastro da violência.

Não posso negar que também cuspo fogo,
mas você todo se inflama.
Assim, a beleza de nossa natureza
logo queima e vira cinza.

Não que haja em nós a pureza dos homens,
mas é a sabedoria dos dragões
que nos faz juízes do caos na Terra
então o mundo só gira com o bater das nossas asas.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Arte de coelho do fogo Yin

Olhos de gato - Parte II

Eu me lancei entre os teus braços,
te fiz curvar sobre o meu ventre,
tomei teu corpo como um faminto
e abrigaste um forasteiro.

Teus sentidos ardem no arôma de sândalo
nos quatro cantos do meu domínio,
e quando a fumaça livra-se do quarto
não se vê pra quais lados giram os círculos.

E nem onde me perco
e nem onde encontro mais de mim.
Levando rosas no bolso esquedo da calça xadrez
exalaste incontestável charme.

Fizeste a chama acender
e eu fiz o fogo queimar,
desde agora e adiante
no instante em que as máscaras caíram.

Entre olhos de gato
e sob rito de sombra.
A perdoável conduta imperfeita
de quem prefere apenas pensar no assunto.

Feito olhos de gato
e feito vozes di falsetto.
É melhor errar sóbrio
do que acertar bêbado.

O provérbio das bactérias sãs
que levedam nas inundações do interior da mente.
Proliferam
e depois feromonizam.

E faz sorver o sabor dos seios
e sentir o calor da pele
querendo atravessar o espelho
com perfume, tato e suor arfante.

Conduzindo ao fim ou ao início, de sentimentos velhos e sensações novas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Chuvoso

Quando tocam nas minhas coisas, eu sinto.
Mesmo quando não faço acordos...

Insignator

Para selar a fogo o que me escapa do íntimo,
um suspiro leve é quase consentimento.
Na minha carne a essência das palavras pintou caminhos,
e os signos se repetem...

Por onde a lata de ervilha não brilha,
pesadelos também viram alimento.
Fosforilando vontades que não digo
eis que os signos se repetem...

À direita vejo o norte
mas sempre acordo vendo o leste
à esquerda dos que falam
que estes signos se repetem.

Veia ourives entre artistas
pelas noites se divertem
mar de folhas, luz de vinho
e os signos se repetem...

Se minhas palavras fossem vis
meu beijo não provarias,
deixaria de lado o covil
e por fim não me amaria.


sexta-feira, 21 de março de 2008

Red Apple

baby i'm so alone
vamos pra babylon...


no caminho agente pára em pasárgada para abastecer o carro
e mandar um postal pra triune...


quarta-feira, 19 de março de 2008

Visão sóbria da embriaguez...

Olhos de gato - Parte I

Eu quero respirar o vento que caminha sobre a pele do seu rosto,
hoje não sou fogo, talvez seja só o calor que dissolve o horizonte.
Nestas últimas noites me deitei com o aroma de sândalo,
e sobre mim forrei lençóis vermelhos.

A dança adocicada me manteve sóbria, e então sorri.
Minha mente também preparara encantamentos
mas não fui capaz de os proferir,
freqüência dos pensamentos meus [e de outros] gravemente atingi.

O que fazes longe dos olhos do mal não fere ninguém,
é a trajetória do vento que espalha o fogo.
E se óleos do oriente te escorrem do pescoço até as coxas
é o outro corpo que inflama.

Tens seguido o rastro dos meus impulsos e coletado amostra dos meus desejos,
se a cera for pura, guardará tudo em frasco âmbar.
Eis a estrada de quem não segue as regras
acende velas quadradas e se livra do frio, mas o próprio toque permanece morno.

No primeiro dia do outono o entardecer passou correndo,
as cortinas entreabertas me esconderam do sol
mas a magia da arte só aconteceria na companhia da lua
depois que dois incensos queimam juntos, as cinzas pesam mais que o fogo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Icones ao molho madeira

Resolvi deixar meu quarto vermelho, branco e cinza(e um pouco do meu preferido verde).

Iniciados

A magia do corpo,
que é bem diferente da mente.
O ruído de chuva agredindo telhas
e a água absorvida pelas raízes.

A arte de projetar a cor
é diferente de tecer os sonhos.
Assim, a neblina seria som
como a dança é música.

E dancei sem lobos,
mas provei o sangue.
E toquei e fui tocado
pelos quatro regentes do universo místico.

Com um quarteto de velas
que não afasta as trevas, mas aquece.
Cantei idiomas perdidos
vestindo essência de alecrim e sêndalo.

Correntes de aroma flutuante
no arder da nova força que conduz energia,
na fenda entre o espaço e o tempo
encontrei passagem para um novo terreno.

sábado, 5 de janeiro de 2008

~qarians vinndare~

Sinuca + Natal + Ano Novo + Aniversário


Na cor dos seus cabelos
vejo a sombra dos seus pensamentos, que as vezes correm para luz apenas para cegar-me.
.
.
.

Nesta casa há muitos membros adoráveis,
pouquíssimos ventríloquos, raros andarilhos das teias...

Preservei-na, confortavelmente em meus terrenos,
até que você entenda


que não há razão para ter medo.
Não de nós.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Green [red] apple


Apesar de ter bastante informação e novass idéias para criar textos, hoje vou apenas me dedicar a criação do meu novo template.

Ah, estou melhor da gripe!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Passarinho amarelo


Esses olhos [sem photoshop] não mentem.





Vou deixar os grandes textos para postar em http://insignare.blogspot.com beijos _o/

sábado, 1 de dezembro de 2007

Bom dia


Depois de algumas horas entre os passarinhos e a pimenteira, eu encontrei a cura.
E foi bem natural.

Eu simplismente me assustei quando a poeira contaminou a minha placa de petri, que deveria permacer estéril, livre de qualquer crescimento de bactéria ou outro microoganismo.

Eu sempre fui capaz de contornar com bravura cada falha que este desfarse de poeta me fez cometer. Sempre me neguei compartilhar de alguns vinhos, apesar da boêmia me fazer cambaleante.

* * *

Algumas horas inconsciente, enquanto a cura percorria o meu corpo [que já foi tocado],
como eu disse, a poeira na placa... Mas enfim ela chegou a minha maçã verde [ao coração]. E eis que de um salto adrenalínico algumas funções foram restauradas.


Vou comemorar, agora.

sábado, 24 de novembro de 2007

Por trás da máscara...

Neste dia[da foto] foi a última vez que eu toquei numa banda.
Não sinto saudade disso.

Mas gostaria de voltar a compor melodias e tirar as músicas "de ouvido",
era um habito que eu sabia que me dava muito prazer.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Metal e Fogo

Incandescência

Meu caro artísta,
venho por meio desta

saciar teu anseio,
de ferir com as mãos, meus segredos.

O poeta inflama os dardos
e os atira contra seus próprios demônios,
mas no fim fere a si.

Hoje conversei com os anjos
então pude ver o que antes nem suspeva que existia.

Que toda vez que dou as costas para luz
amplio minha própria sombra,

dou a ela a chance de ficar maior do que eu,
então desfaleço, e só sinto frio.

Nesta madrugada eu sei que já faz tempo.
Mas vamos esperar por janeiro,
antes de comemorar um ano de retrospecto.

Já faz um ano, mas só agora eu vi
que 50% do que eles pensam sobre mim sou eu mesma,

e o resto de mim sustenta os outros 50%,
que são tão irreais como...

Retrospecto.
Retrospecto.
Retrospecto.

Dor e Retrospecto,
retrospecto e dor.

Mais nada e nada mais,
por mais que nada haja, ainda haverá mascaras.

Eu saberei decora-las
mas eis o tempo, de ferir meus segredos

arranca-los de mim, com tuas próprias mãos
[que me tocam com amor]
antes que eles me sufoquem.

domingo, 18 de novembro de 2007

Karen Carpenter devia cantar minha alma, é exatamente como o som da sua voz.


No ritmo das areias do deserto.
Como se o vento me regesse os desejos,
eu escorrego por cima de mim,
e durante o dia é o sol que me aquece.

Só não derreto porque já sou fogo,
mas algumas noites eu apago,
me apago,
me faço curvar perante o frio, me apago.

Se algum dia
a ponta dos meus cabelos tocarem o teu peito,
e eu lhe disser que te desejo,
fuja.

Fuja porque ei de consumir-te.
E se sou areia, ventarei nos teus sentidos,
e se sou deserto te cobrirei de labirintos,
e se sou fogo, ei que devorar-te [no ritmo das areias do deserto].

Tatiane Ramalho

sábado, 17 de novembro de 2007

Kings Black 'n White


~Tabuleiro de xadrex, que fica guardado no armário~




Tem que ser muito cheio de marra para enviar o rei a frente das batalhas, logo o rei, a quem a maioria das pessoas costuma proteger, muitas vezes, entre as torres.

Mas é verdade.

Assim como há quem consiga hipnotizar o inimigo com o simples deslocar magestoso de uma peça tão frágil, e tão importante no jogo, também há quem alimente suas próprias doenças.

E há quem se livra delas, e há quem seja imune...

Eu sou o quê? [nunca seria capaz de referir-se a mim mesma com esse tipo de analogia, olhos mais atentos perceberão a hora]. Mas as vezes eu sou o veneno, e as vezes eu sou o remédio, mas sempre sou eu que administro as proporções das substâncias perigosas que circulam nos meus pensamentos e palavras.


Terça-feira eu tive uma noite agitada, mas no dia seguinte muita coisa ficou clara. Outras coisas estão muito bem estabelecidas:

Eu tenho sorte porque os meus inimigos não são nem metade poderosos quanto dissimulam ser, eles vivem de fazer ameaças.

E mesmo que eu tenha aliados bem mais poderosos, que organizam comigo um flanqueio bem preciso, onde os meus inimigos nunca se libertam do meio, eu ainda não alcancei minha ascensão.

Na busca dela,
arranquei do próprio peito meu coração calado,
embrulhei com outros sentidos e guardei numa caixa.

No lugar dele,
coloquei uma maçã verde, alias uma semente de maçã verde
que está crescendo.


O fim desta história só sabe quem precisa saber,
e esta pessoa sabe melhor do eu, porque pôs as mãos lá.














Estou presa no flanqueio dos meus desejos. Minhas ambições são GRANDES.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Mudando o layout com Quimerismo 4


Bom dia

Eis aí uma nova conspiração.
Cheia de quimerismos, mas em potencial parece muito ascendente.






Parece.

domingo, 4 de novembro de 2007

~2 anos~


~Hoje, 04 de novembro de 2007 - nosso aniversário de 2 anos de namoro~


[Nas fotos: Iconoclasta e Sabbat, para os adeptos da tecnocracia]




Vou começar este post de uma maneira bem tímida, ^^ (embora mostre alguns lambejos de agudeza de espírito, eu também sou um pouco tímida).
Nunca foi facil falar de amor,
e pra atingir a profundidade, sempre se parte da superfície.


Cada vez que eu tento escrever sobre tudo o que eu sinto pelo meu bichinho *-* o fotolog me barra por exceder o limite de caracteres o.o felizmente eu sempre faço uso do ctrl + s (atalho p/ salvar).

Na verdade já faz mais de cinco anos que nos encontramos e nos apaixonamos, e apesar de terem se passado alguns anos até que nós finalmente reconhecemos que precisamos um do outro. Exatamente hoje já faz dois anos que nosso namoro começou, e nem o tempo e a distância puderam encobrir o que nos uniu desde o primeiro beijo.

Haha, agente estava de jaleco no ponto de ônibus do Habbib's [em 2002],
e ainda foi necessário que você perdesse incontáveis 541 para que a magia acontecesse.
Eu precisava admitir que meus textos falavam sempre de você e então agente também precisava dar o proximo passo... Sim, este [o primeiro beijo].

E no cair da noite, ao conseguir que este passo fosse dado, nos despedimos felizes. Mas o CEFET é um lugar onde os casais não dão certo, e eu vou avançar 3 anos nesta história, desde quando tornamo-nos libertos deste lugar pouco favorável.

É o que faz a vida,
é o que faz o amor.

Não somos um casal de sorte, a sorte é algo que eu creio bem menos que a maioria das pessoas. Cultivamos algo um pelo outro, uma ligação coesa que nos faz atravessar muitos problemas e converte-los em experiências que nos aproximam mais, sobretudo a amizade. Que torna possível a coexistencia harmoniosa entre nosso relacionamento e nossa individualidade, sem que essas parte se firam.

As nossas diferenças, tanto em experiência quanto gosto e preferências, são tão nítidas quanto a nossa capacidade de nos adaptar um ao outro, isso é tão maravilhoso *-*
Ainda não sei falar de nós dois sem parecer uma criança de boca aberta e ao mesmo tempo um adulto que sabiamente descreve suas análises, isso me intriga.

Nossos projetos para a vida, muitos e muitos anos mais tarde ou mesmo os de ontem foram sonhados juntos. Me orgulho muito de quem você é, de todas as coisas que me faz enxergar, do bem que a sua companhia me faz, do amor que eu sinto por você e do amor que eu sei que você também sente por mim.

Me impressiono e aprendo muito com a sua paixão pelos estudos. Você é um designer muito talentoso e amo quando me deixa colaborar com seus trabalhos. E o mais importante, amo-te por alimentar minha carreira de escritora. E apesar de eu não ser roteirista, e você gostar mais da parte de animação que design, eu já consigo imaginar o nosso estúdio. *-*

Como vamos chama-lo?


Entre todas as coisas bonitas que nós relizamos juntos, neste aniversário vou destacar os nossos sonhos.


Eu te amo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Aqua - A água


Não passei nem meia hora contemplando o movimento da água muda.

Quando minha rotina incluiu atravessar a baía todos os dias, a imensidão de águas mudas não me impressiona mais.
E não seria um mero trocado refrescante que na sua efervescência me compraria mais alguns instantes de olhar fixo.
Adquiri o luxo de consumir ‘bem mais que apenas muito’.

Às vezes falo de corpos, de fome, de sede e de vontades, jamais de pessoas. Apenas de seus corpos, individualizando-os.

Alguns personagens são reais e desfilam seus corpos entre mim e minhas palavras (escritas) sem perceber que estão diante de sua própria imagem, projetada e refletida sob a minha óptica, que os devora de maneira sutil e ambígua.

De certo que, eu e minha escrita somos bons aliados, seja confabulando juntos em nosso favor ou um contra o outro. Parceria egoísta, que entre muitas fendas ou é base ou ruínas.
Relação singular ora para o bem, ora para o mal.
Nutrindo os laços ora com bravura, ora com fraqueza.
Oscilando entre lançar veneno e liberar antídoto.

Ela é uma arma precisa, que às vezes também me corta.


A meu favor e contra mim...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Focu - O fogo


Focu

Há velas ao redor,
e a dança das chamas já nos queima.
Eia, cantar-te-ei meus delírios!
Tomai de mim o que em paz te ofereço.

Fuga dos seios aos suspiros
de um fogo puro que arde,
em parte com arte,
e o mais inflama.
Bendito seja quem te ama.

Trazei a mim meu desejo
e teu prazer há de chegar a meus ouvidos
e o suor da tua pele
e o som dos teus gemidos
encherá nosso cálice de vinho.

sábado, 6 de outubro de 2007

Sabor maçã verde

Viúva dos próprios segredos.

Observando de longe alguns desejos pouco ortodoxos.

Aguardando o instante de dissolver substâncias em excesso no organismo.

E como sempre, parecendo ter muitas idéias.


Escrevendo um livro.

Amaldiçoando o próprio corpo por sentir atrações indevidas.

Sentindo a temperatura cair.

Desejando mover as oportunidades.


Querendo rever pessoas.

Não querendo estar a sós com duas delas.

Fingindo que eles não percebem.

Não conseguindo esconder o calor da própria pele.


Vindo nas manhãs.

Partindo nas noites.

Com as chaves no bolso.

E preservativos na bolsa.


Nada comum.

Alias, ninguém jamais pensou que fosse.

Nunca soube ser comum.

Mas nem por isso chama muita atenção.


Fotografando coisas simples

(como a si mesma).

Recortando o foco com as palavras.

Embaçando sentido qualquer que faça.



Tatiane Ramalho - A Iconoclasta

sábado, 29 de setembro de 2007

"Inverno de Dante"


~Eu sussurrei o inverno nos seus ouvidos
e você sentiu até frio~

~Não que eu pudesse congelar-te os nervos,
mas detêr seus atos~

~Já foi mais que o suficiente
embora a neve nos devorasse~

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Traços

Arte Yin em noite de sexta-feira, nada mais saudavel ou merecido.

Linhas, traços e pontos

Manchado de tinta até os cabelos
pontilhou papiros com idéias loucas
em seguir a linha dos pensamentos
fez esquerdas caminhadas com a embriaguez das mãos.


E dizia:
"Voltarei a mim, em breve"
em nada quis objetivar-se
e falavam
linhas, traços e pontos.

Estes pretendiam chegar na tua aurora
e fazer cantar os pássaros
e secar a lenha
e curar teus sentidos.

E diziam:
"Voltarei de ti, a tarde"
e nem quis citar a hora
eis que na incerteza bailavam
linhas, traços e pontos.

Nem que os sonhos se intrometam
interceptando o sussurro da noite que enviei;
lhe dará cor de sangue,
mas culpado serei eu.

Que disse:
"Serei teu nesta noite"
nem deixei perfume
e já fazia sol quando cantavam
linhas, traços e pontos.

Se eu lhe roubasse de ti
e em teu espirito percorressem
as ondas de minha voz
já seria acusado.

E fiz dizer:
"Já fui seu, serei meu agora"
e fazia ser dito
em linhas, traços e pontos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Harano

Na página anterior ela fugia
os degraus eram baixinhos podia saltar-lhes facilmente.

Agora ela se foi
escapou como os pombos das praças do Vaticano.
(sem desviar do caminho)

=}

A XIII Bienal do livro aproxima-se, como na ultima vez irei nos três ultimos dias, onde comprei por R$5. livros que hoje são vendidos a R$40.

domingo, 9 de setembro de 2007

Yang

Base Esfinge-Yang da tati.

Olhando para direção do vento
quem o vê se esconde
só está perto quem agarrou-se a tempo
e não desejou descobri-lo.

Longe, longe porque deveriam estar
as estrelas brilham pra apagar o mar
no tapete das minhas vaidades dançaram muitas paixões
E eu as quis afogar.

Afogar.
Cobrir com água, inundar?
Afogar.
Cobrir com fogo, queimar?

Consumir.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Retilíneo e controverso

Inverso

Eu observei bem a sua cara amarrotada,
e quis levantar meus olhos,
fazer com que você me visse
no instante que nenhuma outra direção era mais importante.

E brincar de ser você
e patinar entre as palavras que nunca digo,
mas você diz e eu as leio.
me cobrir de esconderijos e fugir
do que eu quis que você quisesse.

A sua pele sob a luz do dia
ou a luz das minhas idéias,
(
que jamais toquei)
abraçariam tudo que eu desejei aqui.

Não saberia sua maneira de dizer
sem querer me dizer
dizendo sem querer
me querendo sem saber.

Nunca mais me dera os mesmos sonhos
eu despertava pesadelos
e dormia em lençóis
dor-mi-a em lençóis.


Então darei a ti,
uma dose tinta que eu desejei de você mesma.

Corpo profano
te firo de longe.
Corpo marcado
te queimo em noites frias
te arrasto nos átrios de tua própria loucura
me afogo na cor, no calor do teu sangue.

Corpo profano
de carne perfurada
e pescoço retorcido.
Ainda vens procurar a dor?
tome as laminas da minha sede
crave as unhas no peito de teu predador.

Corpo profano
criaste para ti uma serpente
renunciaste tua pureza humana.
Sorvido de ti teu sangue
ficou a carne e pó
a sombra, e nenhum juízo

Pro-fa-no Corpo
te negarei a beleza da noite
e o poder dos séculos
Rasgarei teus tecidos
lhe cortarei outra vez
Ao saciar minha febre morrerás.


E consumirei em silenciosos
gritos de dor.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Mural de Crabs

Eles têm uma coisa que as outras pessoas sabem reconhecer,
é útil e viciante. Esquerda; Hannar e Daniel, Direita; Rodolpho e Fianna. Eu no centro.

Ficou bonitinho ^-^

Bruxaria

Gosto de corpo, corpo sem gosto

Do tal ao qual atento desvio a tempo
Perdida na beira da eira
que este corpo jamais me queira.

Acordo entre acordes que não se concordam
Magia da terra que salpica cores
Do gosto que gosto, mas que não provo
me provoca mais horrores que sabores

O perfume das folhas enredam teu passo
Comes de minha carne, bebes do meu vinho
Da tela que sustenta a videira veio a corda, veio um laço
De longe o
aroma das uvas corromperam este compasso.

Garras nos olhos de quem te condena
Comerei a língua de quem te envenena.
Nenhum corpo lhe dará o gosto
que este afogueado e vaidoso armazena.

Alimento seguro não serpenteia
a caça me alcança, me encalça, me cerca
dos grãos da colheita, se não come, semeia
Celeiros fartos, livre de ratos.

Chaves para portas destrancadas
cortinas dançantes sem janelas
se lembrar de "esquecer" a porta aberta
certamente todo gosto de corpo sem gosto será consumido em puro desgosto.

sábado, 1 de setembro de 2007

Eu tava triste, tristinho...

Telegrama

Os de outra espécie
talvez não possam me ouvir cantar,
'inda que minhas palavras cifradas
lhes percorram a mente.

De tudo pude alimentar-me hoje
no entanto de nada pude nutrir-me.
De que foram melodias febrís
senão ponte dum céu a outro.

Suas curvas são muito aceleradas
e as retas extensas parecem curtas
minha voz pingou na estrada
dissolvendo o combustível das idéias.

Exatas.

Humanas.

Erradas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Librati Insignare

Começa hoje o meu dia de folga. Vou ter tempo para me dedicar mais ao novo projeto, o livro eu ainda não decidi qual será o subtitulo.

Mas de todos que aguardam o primeiro, o segundo virá ainda mais poético ¬¬ o que me preocupa, pois não é bem esse o meu estilo mas me saio bem, dá até pra enganar os desavisados. ^^

Depois da minha ultima aula de hoje eu devo encostar na biblioteca até tarde para desenvolver mais idéias.

Quem estiver pela Unirio, me procure.

=***

domingo, 26 de agosto de 2007

Heróis e Quimeras


Belerofonte

A ponte das harpas
o som do mato ondulante
na esfera da mente
sentenciava gosto.

O delirar das vozes
que amam mais que eu
desliza na superficie porosa do teu ego
como fendas em muros.

Ainda Eu sou,
regente do coral de gafanhotos
que circunda as plantações
que de si susteni dó.

Que resvala nos sonhos
que invade e corrompe
que liberta e escraviza,
liberta... Escraviza.

E nunca ei de entrar no teu cárcere
cortar asas destes anjos
planar sobre caminhos de telas frias
entrepor seus portais.

Caminho, cavalgo
'inda que o norte se perca de meus pés.
Idolatro. Escarneço.
Que o estalar das algemas, revelem.

Prisioneiro. Amargo. Ferido.
Contradizente ao que se diz em seu favor.
Condenado a servir
um amor sem valor.

Tatiane "Iconoclasta" Ramalho

***
Ontem \o/ Festa de celebração aos anos 70, 80 e 90, no Clube da Caixa na Freguesia.
Dancei até minhas pernas travarem.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Raio


Senhores, eu tenho aqui um par de exemplares de grande interesse. Embora da mesma espécie, estes possuem diferenças fundamentais em seus mecanismos de auto-preservação.

O gênero destes espécimes é dotado de uma espessa carapaça para sua proteção, porém, o primeiro exemplar parece se empenhar em aumentar a rigidez de sua carapaça em busca da perfeição. Ele gera uma carapaça tão espessa, que às vezes não parece um ser vivo, ou pelo menos dotado de algum tipo de emoção ou instinto. Este é tão confiante em sua proteção que não teme colocar-se em situações de risco físico ou emocional. Mas obviamente, nenhuma defesa é à prova de falhas. Somente com um atencioso olhar sobre a carapaça do primeiro espécime, notamos marcas de onde provavelmente ele deva ter sido atingido através de sua defesa. Essas marcas foram cuidadosamente remendadas para mesclar-secom o restante da carapaça, diferentemente das marcas causadas pelos ataques frustrados recentemente que o primeiro espécime parece orgulhosamente exibir.

As defesas do segundo espécime parecem tão formidáveis quando as do primeiro. Diferindo do anterior, o segundo espécime não busca endurecer ainda mais sua carapaça. O segundo espécime possui em torno do seu ser uma atraente "atmosfera" de emoções e interesses. Passantes pegos nesta "atmosfera" ficam inebriados e se descuidados, tornam-sedependentes. Predadores geralmente perdem o foco ao entrar nesta zona e são afetados com os passantes. Estima-se que criaturas como o segundo espécime possam ser encontradas na natureza com centenas criaturas de todos os tipos orbitando seu ser. Outras criaturas podem estar orbitando o segundo espécime sem perceber assim como o segundo espécime pode não saber de todas as criaturas que influencia.

Curiosidades sobre este gênero:

- São criaturas amáveis e fáceis de lidar. Não são ardilosas nem mesquinhas e não costumam julgar os outros.

- Não se sabe ao certo o que sustenta essas criaturas, mas calculamos que o primeiro espécime necessite de quantidades muito pequenas de nutrientes, significando que ele se expõe muito raramente fora de sua carapaça. Já o segundo necessita de mais nutrientes que o primeiro, e acreditamos que ele consiga de outras criaturas que a orbitam em sua"atmosfera".

- Este gênero tem uma incrível memória, lembrando-se com quase todos os pequenos detalhes acontecimentos marcantes ou não.

- Independente da procedência, descendência ou ascendência este gênero não possui veneno ou peçonha. Pode lhe causar indigestão se não for cauteloso, mas são inofensivos se deixados em paz.

Dicas para uma boa convivência com este gênero de criatura:

- Não os tenha como bichos de estimação – eles não gostam. Tornam-se inquietos e amargos.

- Não se sentem muito bem em cativeiro, embora seja um tanto difícil mantê-los presos por muito tempo contra sua vontade.

- Embora pareçam reclusos, estas criaturinhas apreciam companhia de outras pessoas e embora não demonstrem, com freqüência sentem-se só.

- Não pense que só porque foi perdoado, o fato foi esquecido. Osespécimes acima se ressentiram com essas atitudes. Como dito anteriormente,estas criaturas têm uma memória formidável, mas dificilmente ela traráo ocorrido à tona com a intenção de atingi-lo.

sábado, 18 de agosto de 2007

Coelho, caranguejo e Yin


De todas as coisas mais belas que nos prendem o olhar,que calam quaisquer palavras, interrompem pensamentos,retardam os movimentos ou os fazem acelerar,UMA não está habilitada a ser definida.

Não importa o que é,se disser não vai fazer sentido continuar este texto,ainda se eu tentar falar de outro assuntoqualquer tema seria obsoleto.

Em virtude eu amei e amo
e me chamam de poeta
mas nada me fere e alimenta
que a essencia das palavras, (ainda que não sejam concretas).
Um ateu, bateu à minha porta e eu o recebi.
Meus amigos jamais entrarão ou sairão pelas janelas
isso é coisa de mosquitos.
E que os mosquitos se matem, mas que mesmo na ignorância
sejam capazes de não enxergar um obstalo que os separa da luz.
e que morram, pois a vida lhes pertence por um tempo mui curto.

Eu o fiz sentar em local de honra
e também recebi seus presentes
lhe falei de minhas riquezas e brindamos juntos com alegria,
lhe falei de minha miséria e dor e então choramos.

E ele me disse: - Sua paixão é tola.
foi o que o cair das aguas mornas sobre a minha cabeça
me fizera escutar.

A minha paixão é fazer com que as idéias
e as visões de uma outra realidade
me esvaziem a mente de tantos elementos furtados deste mundo.
É fazer com que todos saibam
que as luzes não brilham sobre o poeta somente quando ele está diante de seu publico.

"O poeta sabe fazer sua arte no escuro,
alias isso tem até um duplo sentido, os titãs saberão como se deve entedender.
e entre seus jogos de ilusões e mentiras sabe livrar-se a sido cegar das luzes."

Minha paixão para ele soa gótico-repulsivo...
Fico triste em saber que seja assim.
Levo tempo para acreditar que meus textos agradam alguém
mas ultimamente vejo que pessoas incríveis tem se aproximado de mim através deles.

Vou encerrar, defendendo que as luzes não brilham sobre o poeta somente quando ele está diante de seu publico.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Um ano e meio atrás.

O velho Kanuma em seus ultimos instantes de vida ainda foi capaz de deixar a ilha dos decaniins - mesmo as plantas que nascem nas sombras crescem na direção da luz, disse o sábio e depois partiu.

Retrospecto branco é coisa rara.

Como descobrir a origem das palavras
Etimologia
como objetivar um rateio místico do vagar dos desejos
Rateio, sortis.

Palavra dita
registro sonoro, ressonante.
Palavra escrita
talhada, marcada em superfície a tinta.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Meridianos da Terra

Vou fazer o seguinte,
correr por engano
enganar por partir
seguir adiante.

Ao pequeno grande titã(e também pleonasticamente redundante e contraditório) portador da voz inconsciente da minha consciencia louca entre o laranja das vestes, cores, sons e perfumes.

Na próxima vez, Eu irei ao seu encontro.

Fico muito feliz na sua companhia, não me corrompa.
Ateu.

A iconoclastia ainda guarda alguns de seus ícones, mesmo aqueles que são em sua maioria constituídos de filosofias vãs.