terça-feira, 29 de abril de 2008

MAVOclasta


Arremessei a corda ao sol
medi com suor o rastro do vento
o papel que rabisquei aqueles pratos
ficou lá embaixo, no acampamento.


Acordarei em manhãs calorosas
pra me colocar entre as fendas
e tateando a textura das rochas
com o desprezar de oferendas.


Provar deste gosto é a corda no pescoço
é caminhar com o corpo suspenso
me movendo por impulso
a respiração, o coração, tu-do fi-ca tenso.


Subindo altura de acordes,
com um jeito provocante
abracei a minha morte
quando o frio se tornou cortante.


Teci erros, amei ingratos...
Mas me agarrei pelo bom senso
e o meu corpo foi bem mais alto
que a fumaça do seu incenso.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Tecendo as teias

Primeira Porta

Reconhecendo teus cenários
onde elementos se recriam
me ambientando nos horários
em que teus olhos já não brilham.

Segunda Porta

Me desenho entre as formas
compartilho um sentido
nas lembranças há reformas
do inconsciente oprimido.

Terceira Porta

Por teus padrões já torno exposto
as imagens arquivadas
e nos sonhos prova o gosto
das imagens reformadas.

sábado, 19 de abril de 2008

Casa branca

Hospitalidade

do Lat. hospitalitate

s. f.,
acto de hospedar;
qualidade de quem é hospitaleiro;
liberalidade que se pratica, alojando gratuitamente alguém;
por ext. acolhimento afectuoso.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Lindinho *-*


O menino e o coelho


Eu vi isto,
então desisti de construir calhas entorno do meu coração.

Elas iam me garantir que os meus sentimentos não transbordassem, iam protege-los e me permitir ter controle sobre pra onde eles caminham e pra onde me levam.

Entretanto,

Eu-vi-isto!

E eu não posso negar que amo seu carinho de menino.

domingo, 6 de abril de 2008

Casa Preta


Sinestesia


Eu gostaria de acender as velas do fim,
mas quando ele vier posso nem estar aqui.
Deixarei ratoeiras em lugares estratégicos
para que alguns sintam em si, a própria vergonha, a qual têm evitado.

Só o cheiro da madeira já nos manteve aquecidos.
Entre os que dizem a verdade com vozes de serpentes fomos os menos capazes de torturar a mente com maus pensamentos, movendo-nos apenas para evitar o xeque.

A velha sensação de que se sabe bem o que está fazendo, perde-se no Black n' White do caminho. As vezes as peças param numa casa branca e de repente tudo se converte em entendimento, mas as próximas jogadas podem leva-las à uma posição mais obscura e a casa preta nem sempre nos camufla de nossos adversários.

A trança nos meus cabelos escuros faz com que eles pareçam menos revoltosos contra mim, eu desconfio por muitas vezes ficarem a favor do vento. São as linhas por fora e por dentro que dão peso a este meu argumento.

Não soube de ninguém que neste jogo contasse as casas [além de mim mesma], mas o próximo movimento me leva pra uma casa preta, bem no centro do tabuleiro e já é de se esperar que as peças menores reajam e saiam já do meu caminho.

domingo, 30 de março de 2008

Acalma-te!


Dragão da sombra, eu pedi a ti que ficasse calmo!
Tens seguido as tradições
e tens honrado tua ordem
portanto, mesmo fraco você ainda cresce.

Apesar de nossa natureza ser a mesma
[somente em fome e essência],
eu silencio meus passos como areia de ampulheta
enquanto tu deixas o rastro da violência.

Não posso negar que também cuspo fogo,
mas você todo se inflama.
Assim, a beleza de nossa natureza
logo queima e vira cinza.

Não que haja em nós a pureza dos homens,
mas é a sabedoria dos dragões
que nos faz juízes do caos na Terra
então o mundo só gira com o bater das nossas asas.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Arte de coelho do fogo Yin

Olhos de gato - Parte II

Eu me lancei entre os teus braços,
te fiz curvar sobre o meu ventre,
tomei teu corpo como um faminto
e abrigaste um forasteiro.

Teus sentidos ardem no arôma de sândalo
nos quatro cantos do meu domínio,
e quando a fumaça livra-se do quarto
não se vê pra quais lados giram os círculos.

E nem onde me perco
e nem onde encontro mais de mim.
Levando rosas no bolso esquedo da calça xadrez
exalaste incontestável charme.

Fizeste a chama acender
e eu fiz o fogo queimar,
desde agora e adiante
no instante em que as máscaras caíram.

Entre olhos de gato
e sob rito de sombra.
A perdoável conduta imperfeita
de quem prefere apenas pensar no assunto.

Feito olhos de gato
e feito vozes di falsetto.
É melhor errar sóbrio
do que acertar bêbado.

O provérbio das bactérias sãs
que levedam nas inundações do interior da mente.
Proliferam
e depois feromonizam.

E faz sorver o sabor dos seios
e sentir o calor da pele
querendo atravessar o espelho
com perfume, tato e suor arfante.

Conduzindo ao fim ou ao início, de sentimentos velhos e sensações novas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Chuvoso

Quando tocam nas minhas coisas, eu sinto.
Mesmo quando não faço acordos...

Insignator

Para selar a fogo o que me escapa do íntimo,
um suspiro leve é quase consentimento.
Na minha carne a essência das palavras pintou caminhos,
e os signos se repetem...

Por onde a lata de ervilha não brilha,
pesadelos também viram alimento.
Fosforilando vontades que não digo
eis que os signos se repetem...

À direita vejo o norte
mas sempre acordo vendo o leste
à esquerda dos que falam
que estes signos se repetem.

Veia ourives entre artistas
pelas noites se divertem
mar de folhas, luz de vinho
e os signos se repetem...

Se minhas palavras fossem vis
meu beijo não provarias,
deixaria de lado o covil
e por fim não me amaria.


sexta-feira, 21 de março de 2008

Red Apple

baby i'm so alone
vamos pra babylon...


no caminho agente pára em pasárgada para abastecer o carro
e mandar um postal pra triune...


quarta-feira, 19 de março de 2008

Visão sóbria da embriaguez...

Olhos de gato - Parte I

Eu quero respirar o vento que caminha sobre a pele do seu rosto,
hoje não sou fogo, talvez seja só o calor que dissolve o horizonte.
Nestas últimas noites me deitei com o aroma de sândalo,
e sobre mim forrei lençóis vermelhos.

A dança adocicada me manteve sóbria, e então sorri.
Minha mente também preparara encantamentos
mas não fui capaz de os proferir,
freqüência dos pensamentos meus [e de outros] gravemente atingi.

O que fazes longe dos olhos do mal não fere ninguém,
é a trajetória do vento que espalha o fogo.
E se óleos do oriente te escorrem do pescoço até as coxas
é o outro corpo que inflama.

Tens seguido o rastro dos meus impulsos e coletado amostra dos meus desejos,
se a cera for pura, guardará tudo em frasco âmbar.
Eis a estrada de quem não segue as regras
acende velas quadradas e se livra do frio, mas o próprio toque permanece morno.

No primeiro dia do outono o entardecer passou correndo,
as cortinas entreabertas me esconderam do sol
mas a magia da arte só aconteceria na companhia da lua
depois que dois incensos queimam juntos, as cinzas pesam mais que o fogo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Icones ao molho madeira

Resolvi deixar meu quarto vermelho, branco e cinza(e um pouco do meu preferido verde).

Iniciados

A magia do corpo,
que é bem diferente da mente.
O ruído de chuva agredindo telhas
e a água absorvida pelas raízes.

A arte de projetar a cor
é diferente de tecer os sonhos.
Assim, a neblina seria som
como a dança é música.

E dancei sem lobos,
mas provei o sangue.
E toquei e fui tocado
pelos quatro regentes do universo místico.

Com um quarteto de velas
que não afasta as trevas, mas aquece.
Cantei idiomas perdidos
vestindo essência de alecrim e sêndalo.

Correntes de aroma flutuante
no arder da nova força que conduz energia,
na fenda entre o espaço e o tempo
encontrei passagem para um novo terreno.

sábado, 5 de janeiro de 2008

~qarians vinndare~

Sinuca + Natal + Ano Novo + Aniversário


Na cor dos seus cabelos
vejo a sombra dos seus pensamentos, que as vezes correm para luz apenas para cegar-me.
.
.
.

Nesta casa há muitos membros adoráveis,
pouquíssimos ventríloquos, raros andarilhos das teias...

Preservei-na, confortavelmente em meus terrenos,
até que você entenda


que não há razão para ter medo.
Não de nós.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Green [red] apple


Apesar de ter bastante informação e novass idéias para criar textos, hoje vou apenas me dedicar a criação do meu novo template.

Ah, estou melhor da gripe!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Passarinho amarelo


Esses olhos [sem photoshop] não mentem.





Vou deixar os grandes textos para postar em http://insignare.blogspot.com beijos _o/

sábado, 1 de dezembro de 2007

Bom dia


Depois de algumas horas entre os passarinhos e a pimenteira, eu encontrei a cura.
E foi bem natural.

Eu simplismente me assustei quando a poeira contaminou a minha placa de petri, que deveria permacer estéril, livre de qualquer crescimento de bactéria ou outro microoganismo.

Eu sempre fui capaz de contornar com bravura cada falha que este desfarse de poeta me fez cometer. Sempre me neguei compartilhar de alguns vinhos, apesar da boêmia me fazer cambaleante.

* * *

Algumas horas inconsciente, enquanto a cura percorria o meu corpo [que já foi tocado],
como eu disse, a poeira na placa... Mas enfim ela chegou a minha maçã verde [ao coração]. E eis que de um salto adrenalínico algumas funções foram restauradas.


Vou comemorar, agora.

sábado, 24 de novembro de 2007

Por trás da máscara...

Neste dia[da foto] foi a última vez que eu toquei numa banda.
Não sinto saudade disso.

Mas gostaria de voltar a compor melodias e tirar as músicas "de ouvido",
era um habito que eu sabia que me dava muito prazer.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Metal e Fogo

Incandescência

Meu caro artísta,
venho por meio desta

saciar teu anseio,
de ferir com as mãos, meus segredos.

O poeta inflama os dardos
e os atira contra seus próprios demônios,
mas no fim fere a si.

Hoje conversei com os anjos
então pude ver o que antes nem suspeva que existia.

Que toda vez que dou as costas para luz
amplio minha própria sombra,

dou a ela a chance de ficar maior do que eu,
então desfaleço, e só sinto frio.

Nesta madrugada eu sei que já faz tempo.
Mas vamos esperar por janeiro,
antes de comemorar um ano de retrospecto.

Já faz um ano, mas só agora eu vi
que 50% do que eles pensam sobre mim sou eu mesma,

e o resto de mim sustenta os outros 50%,
que são tão irreais como...

Retrospecto.
Retrospecto.
Retrospecto.

Dor e Retrospecto,
retrospecto e dor.

Mais nada e nada mais,
por mais que nada haja, ainda haverá mascaras.

Eu saberei decora-las
mas eis o tempo, de ferir meus segredos

arranca-los de mim, com tuas próprias mãos
[que me tocam com amor]
antes que eles me sufoquem.

domingo, 18 de novembro de 2007

Karen Carpenter devia cantar minha alma, é exatamente como o som da sua voz.


No ritmo das areias do deserto.
Como se o vento me regesse os desejos,
eu escorrego por cima de mim,
e durante o dia é o sol que me aquece.

Só não derreto porque já sou fogo,
mas algumas noites eu apago,
me apago,
me faço curvar perante o frio, me apago.

Se algum dia
a ponta dos meus cabelos tocarem o teu peito,
e eu lhe disser que te desejo,
fuja.

Fuja porque ei de consumir-te.
E se sou areia, ventarei nos teus sentidos,
e se sou deserto te cobrirei de labirintos,
e se sou fogo, ei que devorar-te [no ritmo das areias do deserto].

Tatiane Ramalho

sábado, 17 de novembro de 2007

Kings Black 'n White


~Tabuleiro de xadrex, que fica guardado no armário~




Tem que ser muito cheio de marra para enviar o rei a frente das batalhas, logo o rei, a quem a maioria das pessoas costuma proteger, muitas vezes, entre as torres.

Mas é verdade.

Assim como há quem consiga hipnotizar o inimigo com o simples deslocar magestoso de uma peça tão frágil, e tão importante no jogo, também há quem alimente suas próprias doenças.

E há quem se livra delas, e há quem seja imune...

Eu sou o quê? [nunca seria capaz de referir-se a mim mesma com esse tipo de analogia, olhos mais atentos perceberão a hora]. Mas as vezes eu sou o veneno, e as vezes eu sou o remédio, mas sempre sou eu que administro as proporções das substâncias perigosas que circulam nos meus pensamentos e palavras.


Terça-feira eu tive uma noite agitada, mas no dia seguinte muita coisa ficou clara. Outras coisas estão muito bem estabelecidas:

Eu tenho sorte porque os meus inimigos não são nem metade poderosos quanto dissimulam ser, eles vivem de fazer ameaças.

E mesmo que eu tenha aliados bem mais poderosos, que organizam comigo um flanqueio bem preciso, onde os meus inimigos nunca se libertam do meio, eu ainda não alcancei minha ascensão.

Na busca dela,
arranquei do próprio peito meu coração calado,
embrulhei com outros sentidos e guardei numa caixa.

No lugar dele,
coloquei uma maçã verde, alias uma semente de maçã verde
que está crescendo.


O fim desta história só sabe quem precisa saber,
e esta pessoa sabe melhor do eu, porque pôs as mãos lá.














Estou presa no flanqueio dos meus desejos. Minhas ambições são GRANDES.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Mudando o layout com Quimerismo 4


Bom dia

Eis aí uma nova conspiração.
Cheia de quimerismos, mas em potencial parece muito ascendente.






Parece.

domingo, 4 de novembro de 2007

~2 anos~


~Hoje, 04 de novembro de 2007 - nosso aniversário de 2 anos de namoro~


[Nas fotos: Iconoclasta e Sabbat, para os adeptos da tecnocracia]




Vou começar este post de uma maneira bem tímida, ^^ (embora mostre alguns lambejos de agudeza de espírito, eu também sou um pouco tímida).
Nunca foi facil falar de amor,
e pra atingir a profundidade, sempre se parte da superfície.


Cada vez que eu tento escrever sobre tudo o que eu sinto pelo meu bichinho *-* o fotolog me barra por exceder o limite de caracteres o.o felizmente eu sempre faço uso do ctrl + s (atalho p/ salvar).

Na verdade já faz mais de cinco anos que nos encontramos e nos apaixonamos, e apesar de terem se passado alguns anos até que nós finalmente reconhecemos que precisamos um do outro. Exatamente hoje já faz dois anos que nosso namoro começou, e nem o tempo e a distância puderam encobrir o que nos uniu desde o primeiro beijo.

Haha, agente estava de jaleco no ponto de ônibus do Habbib's [em 2002],
e ainda foi necessário que você perdesse incontáveis 541 para que a magia acontecesse.
Eu precisava admitir que meus textos falavam sempre de você e então agente também precisava dar o proximo passo... Sim, este [o primeiro beijo].

E no cair da noite, ao conseguir que este passo fosse dado, nos despedimos felizes. Mas o CEFET é um lugar onde os casais não dão certo, e eu vou avançar 3 anos nesta história, desde quando tornamo-nos libertos deste lugar pouco favorável.

É o que faz a vida,
é o que faz o amor.

Não somos um casal de sorte, a sorte é algo que eu creio bem menos que a maioria das pessoas. Cultivamos algo um pelo outro, uma ligação coesa que nos faz atravessar muitos problemas e converte-los em experiências que nos aproximam mais, sobretudo a amizade. Que torna possível a coexistencia harmoniosa entre nosso relacionamento e nossa individualidade, sem que essas parte se firam.

As nossas diferenças, tanto em experiência quanto gosto e preferências, são tão nítidas quanto a nossa capacidade de nos adaptar um ao outro, isso é tão maravilhoso *-*
Ainda não sei falar de nós dois sem parecer uma criança de boca aberta e ao mesmo tempo um adulto que sabiamente descreve suas análises, isso me intriga.

Nossos projetos para a vida, muitos e muitos anos mais tarde ou mesmo os de ontem foram sonhados juntos. Me orgulho muito de quem você é, de todas as coisas que me faz enxergar, do bem que a sua companhia me faz, do amor que eu sinto por você e do amor que eu sei que você também sente por mim.

Me impressiono e aprendo muito com a sua paixão pelos estudos. Você é um designer muito talentoso e amo quando me deixa colaborar com seus trabalhos. E o mais importante, amo-te por alimentar minha carreira de escritora. E apesar de eu não ser roteirista, e você gostar mais da parte de animação que design, eu já consigo imaginar o nosso estúdio. *-*

Como vamos chama-lo?


Entre todas as coisas bonitas que nós relizamos juntos, neste aniversário vou destacar os nossos sonhos.


Eu te amo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Aqua - A água


Não passei nem meia hora contemplando o movimento da água muda.

Quando minha rotina incluiu atravessar a baía todos os dias, a imensidão de águas mudas não me impressiona mais.
E não seria um mero trocado refrescante que na sua efervescência me compraria mais alguns instantes de olhar fixo.
Adquiri o luxo de consumir ‘bem mais que apenas muito’.

Às vezes falo de corpos, de fome, de sede e de vontades, jamais de pessoas. Apenas de seus corpos, individualizando-os.

Alguns personagens são reais e desfilam seus corpos entre mim e minhas palavras (escritas) sem perceber que estão diante de sua própria imagem, projetada e refletida sob a minha óptica, que os devora de maneira sutil e ambígua.

De certo que, eu e minha escrita somos bons aliados, seja confabulando juntos em nosso favor ou um contra o outro. Parceria egoísta, que entre muitas fendas ou é base ou ruínas.
Relação singular ora para o bem, ora para o mal.
Nutrindo os laços ora com bravura, ora com fraqueza.
Oscilando entre lançar veneno e liberar antídoto.

Ela é uma arma precisa, que às vezes também me corta.


A meu favor e contra mim...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Focu - O fogo


Focu

Há velas ao redor,
e a dança das chamas já nos queima.
Eia, cantar-te-ei meus delírios!
Tomai de mim o que em paz te ofereço.

Fuga dos seios aos suspiros
de um fogo puro que arde,
em parte com arte,
e o mais inflama.
Bendito seja quem te ama.

Trazei a mim meu desejo
e teu prazer há de chegar a meus ouvidos
e o suor da tua pele
e o som dos teus gemidos
encherá nosso cálice de vinho.

sábado, 6 de outubro de 2007

Sabor maçã verde

Viúva dos próprios segredos.

Observando de longe alguns desejos pouco ortodoxos.

Aguardando o instante de dissolver substâncias em excesso no organismo.

E como sempre, parecendo ter muitas idéias.


Escrevendo um livro.

Amaldiçoando o próprio corpo por sentir atrações indevidas.

Sentindo a temperatura cair.

Desejando mover as oportunidades.


Querendo rever pessoas.

Não querendo estar a sós com duas delas.

Fingindo que eles não percebem.

Não conseguindo esconder o calor da própria pele.


Vindo nas manhãs.

Partindo nas noites.

Com as chaves no bolso.

E preservativos na bolsa.


Nada comum.

Alias, ninguém jamais pensou que fosse.

Nunca soube ser comum.

Mas nem por isso chama muita atenção.


Fotografando coisas simples

(como a si mesma).

Recortando o foco com as palavras.

Embaçando sentido qualquer que faça.



Tatiane Ramalho - A Iconoclasta

sábado, 29 de setembro de 2007

"Inverno de Dante"


~Eu sussurrei o inverno nos seus ouvidos
e você sentiu até frio~

~Não que eu pudesse congelar-te os nervos,
mas detêr seus atos~

~Já foi mais que o suficiente
embora a neve nos devorasse~

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Traços

Arte Yin em noite de sexta-feira, nada mais saudavel ou merecido.

Linhas, traços e pontos

Manchado de tinta até os cabelos
pontilhou papiros com idéias loucas
em seguir a linha dos pensamentos
fez esquerdas caminhadas com a embriaguez das mãos.


E dizia:
"Voltarei a mim, em breve"
em nada quis objetivar-se
e falavam
linhas, traços e pontos.

Estes pretendiam chegar na tua aurora
e fazer cantar os pássaros
e secar a lenha
e curar teus sentidos.

E diziam:
"Voltarei de ti, a tarde"
e nem quis citar a hora
eis que na incerteza bailavam
linhas, traços e pontos.

Nem que os sonhos se intrometam
interceptando o sussurro da noite que enviei;
lhe dará cor de sangue,
mas culpado serei eu.

Que disse:
"Serei teu nesta noite"
nem deixei perfume
e já fazia sol quando cantavam
linhas, traços e pontos.

Se eu lhe roubasse de ti
e em teu espirito percorressem
as ondas de minha voz
já seria acusado.

E fiz dizer:
"Já fui seu, serei meu agora"
e fazia ser dito
em linhas, traços e pontos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Harano

Na página anterior ela fugia
os degraus eram baixinhos podia saltar-lhes facilmente.

Agora ela se foi
escapou como os pombos das praças do Vaticano.
(sem desviar do caminho)

=}

A XIII Bienal do livro aproxima-se, como na ultima vez irei nos três ultimos dias, onde comprei por R$5. livros que hoje são vendidos a R$40.

domingo, 9 de setembro de 2007

Yang

Base Esfinge-Yang da tati.

Olhando para direção do vento
quem o vê se esconde
só está perto quem agarrou-se a tempo
e não desejou descobri-lo.

Longe, longe porque deveriam estar
as estrelas brilham pra apagar o mar
no tapete das minhas vaidades dançaram muitas paixões
E eu as quis afogar.

Afogar.
Cobrir com água, inundar?
Afogar.
Cobrir com fogo, queimar?

Consumir.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Retilíneo e controverso

Inverso

Eu observei bem a sua cara amarrotada,
e quis levantar meus olhos,
fazer com que você me visse
no instante que nenhuma outra direção era mais importante.

E brincar de ser você
e patinar entre as palavras que nunca digo,
mas você diz e eu as leio.
me cobrir de esconderijos e fugir
do que eu quis que você quisesse.

A sua pele sob a luz do dia
ou a luz das minhas idéias,
(
que jamais toquei)
abraçariam tudo que eu desejei aqui.

Não saberia sua maneira de dizer
sem querer me dizer
dizendo sem querer
me querendo sem saber.

Nunca mais me dera os mesmos sonhos
eu despertava pesadelos
e dormia em lençóis
dor-mi-a em lençóis.


Então darei a ti,
uma dose tinta que eu desejei de você mesma.

Corpo profano
te firo de longe.
Corpo marcado
te queimo em noites frias
te arrasto nos átrios de tua própria loucura
me afogo na cor, no calor do teu sangue.

Corpo profano
de carne perfurada
e pescoço retorcido.
Ainda vens procurar a dor?
tome as laminas da minha sede
crave as unhas no peito de teu predador.

Corpo profano
criaste para ti uma serpente
renunciaste tua pureza humana.
Sorvido de ti teu sangue
ficou a carne e pó
a sombra, e nenhum juízo

Pro-fa-no Corpo
te negarei a beleza da noite
e o poder dos séculos
Rasgarei teus tecidos
lhe cortarei outra vez
Ao saciar minha febre morrerás.


E consumirei em silenciosos
gritos de dor.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Mural de Crabs

Eles têm uma coisa que as outras pessoas sabem reconhecer,
é útil e viciante. Esquerda; Hannar e Daniel, Direita; Rodolpho e Fianna. Eu no centro.

Ficou bonitinho ^-^

Bruxaria

Gosto de corpo, corpo sem gosto

Do tal ao qual atento desvio a tempo
Perdida na beira da eira
que este corpo jamais me queira.

Acordo entre acordes que não se concordam
Magia da terra que salpica cores
Do gosto que gosto, mas que não provo
me provoca mais horrores que sabores

O perfume das folhas enredam teu passo
Comes de minha carne, bebes do meu vinho
Da tela que sustenta a videira veio a corda, veio um laço
De longe o
aroma das uvas corromperam este compasso.

Garras nos olhos de quem te condena
Comerei a língua de quem te envenena.
Nenhum corpo lhe dará o gosto
que este afogueado e vaidoso armazena.

Alimento seguro não serpenteia
a caça me alcança, me encalça, me cerca
dos grãos da colheita, se não come, semeia
Celeiros fartos, livre de ratos.

Chaves para portas destrancadas
cortinas dançantes sem janelas
se lembrar de "esquecer" a porta aberta
certamente todo gosto de corpo sem gosto será consumido em puro desgosto.

sábado, 1 de setembro de 2007

Eu tava triste, tristinho...

Telegrama

Os de outra espécie
talvez não possam me ouvir cantar,
'inda que minhas palavras cifradas
lhes percorram a mente.

De tudo pude alimentar-me hoje
no entanto de nada pude nutrir-me.
De que foram melodias febrís
senão ponte dum céu a outro.

Suas curvas são muito aceleradas
e as retas extensas parecem curtas
minha voz pingou na estrada
dissolvendo o combustível das idéias.

Exatas.

Humanas.

Erradas.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Librati Insignare

Começa hoje o meu dia de folga. Vou ter tempo para me dedicar mais ao novo projeto, o livro eu ainda não decidi qual será o subtitulo.

Mas de todos que aguardam o primeiro, o segundo virá ainda mais poético ¬¬ o que me preocupa, pois não é bem esse o meu estilo mas me saio bem, dá até pra enganar os desavisados. ^^

Depois da minha ultima aula de hoje eu devo encostar na biblioteca até tarde para desenvolver mais idéias.

Quem estiver pela Unirio, me procure.

=***

domingo, 26 de agosto de 2007

Heróis e Quimeras


Belerofonte

A ponte das harpas
o som do mato ondulante
na esfera da mente
sentenciava gosto.

O delirar das vozes
que amam mais que eu
desliza na superficie porosa do teu ego
como fendas em muros.

Ainda Eu sou,
regente do coral de gafanhotos
que circunda as plantações
que de si susteni dó.

Que resvala nos sonhos
que invade e corrompe
que liberta e escraviza,
liberta... Escraviza.

E nunca ei de entrar no teu cárcere
cortar asas destes anjos
planar sobre caminhos de telas frias
entrepor seus portais.

Caminho, cavalgo
'inda que o norte se perca de meus pés.
Idolatro. Escarneço.
Que o estalar das algemas, revelem.

Prisioneiro. Amargo. Ferido.
Contradizente ao que se diz em seu favor.
Condenado a servir
um amor sem valor.

Tatiane "Iconoclasta" Ramalho

***
Ontem \o/ Festa de celebração aos anos 70, 80 e 90, no Clube da Caixa na Freguesia.
Dancei até minhas pernas travarem.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Raio


Senhores, eu tenho aqui um par de exemplares de grande interesse. Embora da mesma espécie, estes possuem diferenças fundamentais em seus mecanismos de auto-preservação.

O gênero destes espécimes é dotado de uma espessa carapaça para sua proteção, porém, o primeiro exemplar parece se empenhar em aumentar a rigidez de sua carapaça em busca da perfeição. Ele gera uma carapaça tão espessa, que às vezes não parece um ser vivo, ou pelo menos dotado de algum tipo de emoção ou instinto. Este é tão confiante em sua proteção que não teme colocar-se em situações de risco físico ou emocional. Mas obviamente, nenhuma defesa é à prova de falhas. Somente com um atencioso olhar sobre a carapaça do primeiro espécime, notamos marcas de onde provavelmente ele deva ter sido atingido através de sua defesa. Essas marcas foram cuidadosamente remendadas para mesclar-secom o restante da carapaça, diferentemente das marcas causadas pelos ataques frustrados recentemente que o primeiro espécime parece orgulhosamente exibir.

As defesas do segundo espécime parecem tão formidáveis quando as do primeiro. Diferindo do anterior, o segundo espécime não busca endurecer ainda mais sua carapaça. O segundo espécime possui em torno do seu ser uma atraente "atmosfera" de emoções e interesses. Passantes pegos nesta "atmosfera" ficam inebriados e se descuidados, tornam-sedependentes. Predadores geralmente perdem o foco ao entrar nesta zona e são afetados com os passantes. Estima-se que criaturas como o segundo espécime possam ser encontradas na natureza com centenas criaturas de todos os tipos orbitando seu ser. Outras criaturas podem estar orbitando o segundo espécime sem perceber assim como o segundo espécime pode não saber de todas as criaturas que influencia.

Curiosidades sobre este gênero:

- São criaturas amáveis e fáceis de lidar. Não são ardilosas nem mesquinhas e não costumam julgar os outros.

- Não se sabe ao certo o que sustenta essas criaturas, mas calculamos que o primeiro espécime necessite de quantidades muito pequenas de nutrientes, significando que ele se expõe muito raramente fora de sua carapaça. Já o segundo necessita de mais nutrientes que o primeiro, e acreditamos que ele consiga de outras criaturas que a orbitam em sua"atmosfera".

- Este gênero tem uma incrível memória, lembrando-se com quase todos os pequenos detalhes acontecimentos marcantes ou não.

- Independente da procedência, descendência ou ascendência este gênero não possui veneno ou peçonha. Pode lhe causar indigestão se não for cauteloso, mas são inofensivos se deixados em paz.

Dicas para uma boa convivência com este gênero de criatura:

- Não os tenha como bichos de estimação – eles não gostam. Tornam-se inquietos e amargos.

- Não se sentem muito bem em cativeiro, embora seja um tanto difícil mantê-los presos por muito tempo contra sua vontade.

- Embora pareçam reclusos, estas criaturinhas apreciam companhia de outras pessoas e embora não demonstrem, com freqüência sentem-se só.

- Não pense que só porque foi perdoado, o fato foi esquecido. Osespécimes acima se ressentiram com essas atitudes. Como dito anteriormente,estas criaturas têm uma memória formidável, mas dificilmente ela traráo ocorrido à tona com a intenção de atingi-lo.

sábado, 18 de agosto de 2007

Coelho, caranguejo e Yin


De todas as coisas mais belas que nos prendem o olhar,que calam quaisquer palavras, interrompem pensamentos,retardam os movimentos ou os fazem acelerar,UMA não está habilitada a ser definida.

Não importa o que é,se disser não vai fazer sentido continuar este texto,ainda se eu tentar falar de outro assuntoqualquer tema seria obsoleto.

Em virtude eu amei e amo
e me chamam de poeta
mas nada me fere e alimenta
que a essencia das palavras, (ainda que não sejam concretas).
Um ateu, bateu à minha porta e eu o recebi.
Meus amigos jamais entrarão ou sairão pelas janelas
isso é coisa de mosquitos.
E que os mosquitos se matem, mas que mesmo na ignorância
sejam capazes de não enxergar um obstalo que os separa da luz.
e que morram, pois a vida lhes pertence por um tempo mui curto.

Eu o fiz sentar em local de honra
e também recebi seus presentes
lhe falei de minhas riquezas e brindamos juntos com alegria,
lhe falei de minha miséria e dor e então choramos.

E ele me disse: - Sua paixão é tola.
foi o que o cair das aguas mornas sobre a minha cabeça
me fizera escutar.

A minha paixão é fazer com que as idéias
e as visões de uma outra realidade
me esvaziem a mente de tantos elementos furtados deste mundo.
É fazer com que todos saibam
que as luzes não brilham sobre o poeta somente quando ele está diante de seu publico.

"O poeta sabe fazer sua arte no escuro,
alias isso tem até um duplo sentido, os titãs saberão como se deve entedender.
e entre seus jogos de ilusões e mentiras sabe livrar-se a sido cegar das luzes."

Minha paixão para ele soa gótico-repulsivo...
Fico triste em saber que seja assim.
Levo tempo para acreditar que meus textos agradam alguém
mas ultimamente vejo que pessoas incríveis tem se aproximado de mim através deles.

Vou encerrar, defendendo que as luzes não brilham sobre o poeta somente quando ele está diante de seu publico.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Um ano e meio atrás.

O velho Kanuma em seus ultimos instantes de vida ainda foi capaz de deixar a ilha dos decaniins - mesmo as plantas que nascem nas sombras crescem na direção da luz, disse o sábio e depois partiu.

Retrospecto branco é coisa rara.

Como descobrir a origem das palavras
Etimologia
como objetivar um rateio místico do vagar dos desejos
Rateio, sortis.

Palavra dita
registro sonoro, ressonante.
Palavra escrita
talhada, marcada em superfície a tinta.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Meridianos da Terra

Vou fazer o seguinte,
correr por engano
enganar por partir
seguir adiante.

Ao pequeno grande titã(e também pleonasticamente redundante e contraditório) portador da voz inconsciente da minha consciencia louca entre o laranja das vestes, cores, sons e perfumes.

Na próxima vez, Eu irei ao seu encontro.

Fico muito feliz na sua companhia, não me corrompa.
Ateu.

A iconoclastia ainda guarda alguns de seus ícones, mesmo aqueles que são em sua maioria constituídos de filosofias vãs.

sábado, 11 de agosto de 2007

Vinho e Pão

É interessante ver o acaso promover o encontro dos gigantes.
Hoje vou contar um segredo, mas recomendo que se leia depressa pois em breve será uma informação pouco secreta.

Cada um dos meus melhores amigos é como um Titãn. Mas cada um ocupa uma esfera diferente, guardando seus respectivos dominios.
Na mitologia grega, os Titãs estão entre a série de deuses que enfrentaram Zeus e os deuses olímpicos na sua ascensão ao poder.
E a cada dia percebo o quanto eles estão se aproximando uns dos outros, qdo isso acontecer, espero que tenhamos um objetivo em comum. Será divertido, mas falar disso ainda soa muito fantasioso.

***

Hoje teve "Uma Noite na Taverna" e eu convidei o Daniel para ir comigo. Essa semana, o Rodolpho e o Daniel foram as melhores companhias do mundo, essencias e vitalissimos para mim.

A Ceia: O Ateu, O Judeu e A Iconoclasta. Perfeito.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A teia, o sono e os sonhos...

Sulacap, ano 2005 - Sessão de L5R
Amigos, vocês fazem muita falta. Na foto, Maíra (que está estudando na Alemanha), Juliana, eu e o João Cesar(que só vive na Rural). Queria muito dividir com vocês a alegria que eu estou sentido hoje. Minha capa está pronta, o livro já pode ser editado!


Triune

Esqueça-me o vazio,
não volte a me ver,
não me tenha sem querer
não me queira sem temer.

Que este ícone meu te assole os oníricos caminhos
por onde passará teu inconsciente nesta noite.

Eu te controlarei,
tema mas não fuja dos "seus sonhos".

Aviso: se vai mexer comigo, é bom ficar bem acordado.

domingo, 5 de agosto de 2007

Toma-lhe retrospecto na cara, pra deixar de ser burra...


Eikonoclástes

Se sobrar o poeta,
ele não vai estar mesmo vivo.
Como ruído do vento que foi tragado pelo abismo,
nem o cortar das sombras o despertaria,
nem retornaria pra ele a sua própria voz.

Antes uma chama arderia
e da vela só a cera queimaria
sobrando o som do retrospecto.
O eco do passado morto,
o corpo do presente vivo.

Tornaria sensato o louco
e louco o sábio.
Tentando segurar o pavio inteiro
ou tomaria para si as cartas do baralho negro,
ou se livraria delas.

Ou doente, ou morto.
Mas ainda capaz de decidir
se cairá no chão de pé
ou se deixará de existir
mas o sonho da imortalidade viverá para sempre.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Deserto Verde


Deserto verde

Em querer estar no céu
sentiu o peso do chão
Cada folha ao redor lhe dara nome
nome de flor, nome de flor...

Nem todo o tinteiro
lhe tentou compôr
respingo de sorte lançou ferrugens
à sombra da arte que não desbotou

Colheita de palavras verdes
casca dourada, casca adorada
Limites de som, sem voz nem tom
de explorar as fendas do sonho vão.

Seja o fio da espada
que corta calado até o vento
ser temível e cauteloso
em brandar teu sofrimento.

Brilho fermentado
vestiu-se no frio, sofreu de amor
Deixando no cálice agonias e horror
imagem rubra reluzia sem cor.

O pó.
A sombra.
O fio.
O cálice.

A ferrugem.
A espada.
A flor, a flor...
A cor do horror.

O brilho metálico das fontes azuis.

Eu tenho muita sorte,
quero homenagear o melhor e mais talentoso designer do mundo, Felipe "Sabbat" Melo!

E a todos os que declaradamente, ou silenciosamente visitam esta Galliard Haus,
muito obrigada pelo incentivo, carinho e raros comentários. Mas aprecio muito as palavras dos amigos que marcam presença aqui e espero que os meus contos e textos lhes sejam de igual agrado.

E que a partir de hoje preciso parar de falar da minha obsessiva paixão por Leknaat, até que o livro seja publicado. ^^ Será uma tarefa dificílima, mas vou mergulhar novamente na loucura de ser poeta, apesar de odiar ser chamada assim vou continuar a mesma iconoclasta autora de contos pequenos e romanticos até que algo sério aconteça e me faça mudar de lado ou quem sabe misturar as coisas.

Eu ainda me recuso aceitar, mas parece que alguém está gostando e curtindo as minhas loucas tentativas de poemas, bem... É isso, e leia com moderação.


Desvio

Voam sinos da catedral
de cor cantou sussuros pro temporal
perfume das flores num vendaval
roubados compassos de carnaval

caminho de pedras pequenas
contrário a cada ís dos fonemas
me seguira a pé sem sequer calçar-se
no ar sem par das artes do mar

melodicas crases sorriso maestro
num sagrado toque de acerto, acelero

madeira que aquece,
ar que sufoca,
fogo que inunda,
mar que consome,

Desvio.

domingo, 29 de julho de 2007

Shiatsu iconoclastico

Etimologia dos cinco reinos mutantes(5 elementos)
by iconoclasta

Deixai que estas chamas te escorram, enxarquem, molhem.
Fogo.
E que essa correnteza com furia e força desenterre profundas gotas de raízes.
Água.
Devorai extensos campos, verdes planicies rasgando e condenando a vida.
Terra.
E cada brilho a morte, o sal da má sorte arranhando seu corpo de materno porte.
Metal.
Corpo robusto, delgado fincado no que te afoguea, será cinza sobre o que cedo semeia.
Madeira.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Trevos de Três folhas

Estou sem duvida atrás da sorte, em algum momento na pista ela passou por mim tão rápido que eu nem pude agarrá-la pra perto. Mas certamente me deixou alguns mimos.
Hoje decidi não falar do passado, tudo parece bom, como uma pessoa que ama, sou feliz.

É a primeira vez que posto fotos da minha casa. Tati entre as plantas perto da janela.

23 de julho
Meado sem sorte
de todo pecado desejou a morte
fios de cortina venéfica
da chuva um sopro lhe fizera mais forte.


segunda-feira, 23 de julho de 2007

Pimentas aladas


Pimenta e eu na casa da minha tia Soara no dia do meu aniversário /

Foi difícil escrever uma bonita dedicatória e agradecimentos do livro, pois eu tive a ajuda de muitas pessoas e amigos queridos, que embora não estejam mais por perto fizeram toda a diferença e eu não poderia esquecer de citar.

Vai tudo bem, mas pra ficar melhor basta um amigo fujão fazer contato, bjo pro Rodolpho =**

terça-feira, 17 de julho de 2007

Rapel Aranha

Águas de Julho,
na voz de Ellis Regina e Iconoclasta, imaginem só ^^

Nada se compara a estar no alto
uns 45m pra começar
sobre rochas que num dia destruiram
noutro transformaram
e hoje construiram essa paisagem
para eu me sentir no alto.

Pra me lembrar que a natureza é grande
e eu sou pequena;
E sou filha
e sou mãe

Sou a água, filha da terra, mãe do fogo que arde nos meus impulsos e mulher do vento, e só ele me toca.
O vazio me preenche e me destrói.
Mas a terra me renova.
E já fui cinzas muitas vezes.

E meus sonhos já me alimentaram e meus desejos já me consumiram.
No primeiro metro que desci fui a caça, deixei rastro de medo.
Depois um joão-de-barro admirando a própria toca.
Em seguida um passaro azul, quem sabe num momento uma águia.
E cada metro que desci fui levada de volta a terra, de volta as raizes.

As pedras cantam mesmo se agente parar para ouvir.
cada instante é um só
um só instante de cada vez
constante vez de ser um só
ser um só, de cada vez.

A água que desce das rochas
que num minuto ganha vida
noutro a destrói
depois a transforma
e a constrói novamente, para você estar no alto(comigo).

p.s. Eu quero o meu amigo de volta, nada disso era preciso se...